Atividades para o Dia da Árvore: 4 Ideias para Fazer em Casa
Todo 21 de setembro seu filho chega da escola com um desenho de árvore na mochila e a pergunta certeira: “por que a gente comemora o Dia da Árvore?”. Em vez de responder no automático, dá para transformar a data em uma tarde diferente em casa — com terra nas mãos, tinta no papel e uma conversa de verdade sobre cuidar do que cuida da gente.
Reunimos quatro atividades para o Dia da Árvore que usam materiais simples, funcionam bem dos 3 aos 9 anos e cabem em qualquer sala ou quintal. Antes delas, um resumo rápido para você explicar a data sem decoreba.
Por que o Dia da Árvore é comemorado em 21 de setembro?
No Brasil, o Dia da Árvore cai em 21 de setembro porque a data chega junto com a primavera no hemisfério sul, quando muitas plantas voltam a florescer. A proposta é simples: reservar um dia no ano para lembrar tudo o que as árvores fazem por nós — e para plantar mais.
A primeira Festa das Árvores no país aconteceu em 1902, na cidade de Araras, no interior de São Paulo. De lá para cá, escolas e famílias adotaram a data como um convite a plantar, cuidar e observar.
Como explicar o Dia da Árvore para as crianças
Com os pequenos, vale trocar “preservação ambiental” por exemplos que eles veem todo dia: a árvore faz sombra na pracinha, dá fruta para comer, vira casa de passarinho e ajuda a deixar o ar mais limpo. Uma frase que costuma funcionar: “a árvore passa a vida inteira cuidando da gente; o Dia da Árvore é quando a gente cuida dela de volta”.
Se seu filho já for maior, dá para puxar assunto sobre o que muda quando uma floresta é derrubada — sem drama, como uma conversa de fim de tarde.
4 atividades para o Dia da Árvore para fazer em casa
1. Plantar feijão no algodão e ver a semente virar planta
Materiais: um copo transparente (de vidro ou plástico), um punhado de algodão, 3 a 4 grãos de feijão cru e água.
- Forre o fundo do copo com uma camada de algodão de uns dois dedos de altura.
- Molhe o algodão até ficar bem úmido, mas sem formar poça no fundo.
- Encoste os grãos de feijão entre o algodão e a parede do copo, para a criança conseguir espiar de fora.
- Deixe o copo perto de uma janela, sem sol forte direto.
- Todo dia, peça para a criança conferir o algodão e pingar um pouco de água se estiver secando.

Em 2 a 4 dias aparece a primeira raiz; depois de uma semana já surgem folhinhas. Quando a plantinha tiver uns 10 cm e raízes firmes, passe para um vaso com terra. É a atividade preferida de quem gosta de acompanhar o “antes e depois”.
2. Carimbo de folhas com tinta
Materiais: folhas recém-caídas (quanto mais nervuras marcadas, melhor), tinta guache, um pincel e papel sulfite ou cartolina.
- Saiam juntos para juntar folhas do chão — só as que já caíram, nunca arrancar da árvore.
- Em casa, vire cada folha com a parte de trás para cima: é desse lado que as nervuras ficam mais salientes.
- Passe uma camada de tinta na folha com o pincel.
- Vire a folha sobre o papel, cubra com outra folha de papel e pressione bem com a mão.
- Retire com cuidado e deixe secar.

O resultado vira cartão para os avós, marcador de página ou um painel para a parede. Para crianças bem pequenas, simplifique: elas molham o dedo na tinta e carimbam a copa de uma árvore que você desenhou. Se a criança curtir mexer com papel e cola, a colagem de primavera com flores de papel é um bom próximo projeto.
3. Árvore dos sentimentos com folhas secas
Materiais: uma cartolina, cola branca, folhas secas de tamanhos variados e giz de cera ou canetinha.
- Desenhe na cartolina um tronco grande com galhos, deixando bastante espaço vazio na copa.
- A criança passa cola nos galhos e vai grudando as folhas secas como se fossem a copa da árvore.
- Em algumas folhas, escrevam juntos uma coisa boa que a árvore “dá”: sombra, fruta, ninho, ar puro, lugar para brincar.
- Pendurem o trabalho num lugar visível da casa.

Além de trabalhar coordenação e colagem, a atividade abre uma conversa sobre gratidão — por que vale a pena cuidar de algo que cuida da gente o tempo todo.
4. Adotar uma árvore do bairro
Não é preciso plantar uma muda para comemorar, embora seja ótimo se você puder. Dá para “adotar” uma árvore que já existe perto de casa.
- Escolham juntos uma árvore da rua, da praça ou do prédio.
- Visitem essa árvore uma vez por semana durante um mês.
- A cada visita, a criança anota algo num caderninho: se tem flor, fruto ou bicho, se as folhas mudaram de cor, se caiu galho.
- No fim do mês, leiam os registros juntos e vejam tudo o que mudou.

É a atividade mais simples da lista e a que mais ensina sobre observação e paciência. Na cidade, ela também mostra para a criança que natureza não é coisa só de sítio — tem vida na calçada da esquina.
E se a comemoração for na escola?
Em turma, a árvore dos sentimentos funciona muito bem em versão gigante: um tronco de papel pardo na parede e cada criança cola a própria folha. O plantio de feijão também escala fácil — cada aluno leva o copo para casa e acompanha o crescimento junto da família, o que estica a atividade por semanas.
Depois da atividade, continue a conversa
Termine o dia com uma pergunta aberta: “se essa árvore pudesse falar, o que ela ia pedir para a gente?”. As respostas das crianças costumam ser mais espertas do que a gente espera — e é aí que a data cumpre o papel dela, muito além do desenho na mochila.